quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

De olho no Oscar 2011 [1] - Brasil perde representação no Oscar 2011

O representante do brasil no Oscar 2011 "Lula - O filho do Brasil" está fora do Oscar.

Nesta quarta-feira (19/01), a Academia anunciou os nove filmes que disputam uma vaga para concorrer a uma indicação ao Oscar. Os longas foram selecionados de uma lista original com 66 títulos, entre eles, o filme de Fabio Barreto sobre a trajetória do ex-presidente Lula.

Os indicados serão anunciados na próxima terça-feira, 25/01. Serão cinco concorrentes à estatueta.

Entre os pré-indicados, está o mexicano "Biutiful", de Alejandro Gonzalez Iñarritu, que estreia em São Paulo amanhã.


Veja a lista completa

"Biutiful", de Alejandro Gonzalez Iñarritu, México

"Tambien la Lluvia", de Iciar Bollain, Espanha

"Hors la Loi", de Rachid Bouchareb, Argélia

"Incendies", de Denis Villeneuve, Canadá

"Em um Mundo Melhor", de Susanne Bier, Dinamarca

"Dogtooth", de Yorgos Lanthimos, Grécia

"Confessions", de Tetsuya Nakashima, Japão

"Life, Above All", de Oliver Schmitz, África do Sul

"Simple Simon", de Andreas Ohman, Suécia

Confira trailer de ""Em um Mundo Melhor", de Susanne Bier"  grande vencedor estrangeiro do Globo de Ouro 2011

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Brasileiro prepara projeto internacional com roteiro de vencedor do Oscar

Rodrigo Teixeira em sua produtora

Era agosto de 2009 quando o biógrafo Fernando Morais bateu à porta da editora Companhia das Letras com um problema: o adiantamento para a pesquisa de seu próximo livro, "Os Últimos Soldados da Guerra Fria", havia acabado. 

Uma interrupção por falta de verba seria jogar dois anos de trabalho fora (o livro, a ser lançado em maio, narra a história real de cinco cubanos detidos nos Estados Unidos). Foi então que Luiz Schwarcz, editor da Companhia, sugeriu: "Olha, tem o Rodrigo Teixeira, que compra os direitos de livros para o cinema". 

Dias depois, o acordo estava selado. Por R$ 180 mil (R$ 100 mil pelos direitos e R$ 80 mil para a pesquisa), Teixeira tornou-se dono da futura adaptação, sem que uma única linha estivesse escrita. "Foi a primeira vez que me compraram os direitos antes de o livro existir", diz Morais. 

Dono da produtora RT Features, que fez "O Cheiro do Ralo" (2006), Rodrigo Teixeira, 34, é uma espécie de acionista das letras. Onde um crítico vê uma obra prima, vê um bom negócio. Onde um autor vê uma ideia, vê uma possibilidade de lucro. 

Sua empresa detém os direitos de adaptação de ao menos 30 títulos, dentre os quais "O Filho Eterno", de Cristovão Tezza, "Vale Tudo: o Som e a Fúria de Tim Maia", de Nelson Motta, e "Pornopopéia", de Reinaldo Moraes. 

Teixeira usa a Lei Rouanet para a produção dos filmes, mas não para a aquisição dos direitos. Seu hall de investidores conta com o empresário Eike Batista. 

Internacional
Em 2010, se lançou no mercado internacional com a compra dos quadrinhos "Umbigo Sem Fundo", de Dash Shaw. "Paguei US$ 50 mil (R$ 84 mil). Tenho três anos para fazer o filme." 
Além disso, contratou Julian Fellowes (ganhador do Oscar pelo texto de "Assassinato em Gosford Park", de 2001), para escrever um roteiro, em inglês, para o livro "O Filho da Mãe", de Bernardo Carvalho. 

Teixeira diz já ter desembolsado de R$ 10 mil a R$ 400 mil ("Quanto paguei à família do Tim Maia") em suas aquisições. 

A última foi a biografia, ainda em fase de pesquisa, que o jornalista Lira Neto está preparando sobre Getúlio Vargas. O livro não sai em menos de um ano. Teixeira não se importa: "É como mercado de 'private equity' [modalidade em que grandes empresas investem em menores, ainda não listadas na bolsa, buscando lucro a longo prazo]". 

Cineastas preferidos

Nascido no Rio, Teixeira se mudou há 28 anos para São Paulo, onde vive até hoje. Sua produtora, em uma casa de Higienópolis, é decorada com um pôster em polonês do filme "Apocalypse Now", uma máquina de escrever Remmington e uma matrioska do Tio Patinhas ("Meu personagem favorito"). 

Em 1997, a crise asiática fez com que largasse a faculdade de administração e o trabalho em uma corretora de valores. "Vi que aquilo não era para mim. Mas guardei os contatos com gente do mercado", conta. 

Após ler, em um texto do colunista da Folha Juca Kfouri, que havia escassez de bons livros sobre futebol, inventou o projeto "Camisa 13", em que autores escreviam sobre seus times. 
Em 2004, vendeu o livro sobre o Palmeiras para a família Barreto, que o usaria como base do filme "O Casamento de Romeu e Julieta" (2005). "Paguei R$ 20 mil e vendi por R$ 80 mil. Vi que era isso que eu queria fazer." 

Hoje, orgulha-se de trabalhar com autores como Fernando Morais ("Ler um original dele é um privilégio indescritível") e diretores como Karim Ainouz. 

Dos cineastas nacionais, diz que gostaria de filmar com Walter Salles e Fernando Meirelles. E de fora? "Ah, Martin Scorsese e Woody Allen." Faz uma pausa, e completa: "O problema é que o Woody Allen não aceita fazer filme baseado em livro de ninguém". 

Fonte: Folha
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