quinta-feira, 12 de abril de 2012

O Último Herói do Titanic - uma história de heroísmo e fé inabalável que o cinema não contou




O naufrágio do Titanic é mais que uma tragédia histórica. É heroísmo corajoso e fé inabalável que inspiram todos que conhecem a história completa. Os filmes de Hollywood sobre o Titanic proporcionam grande drama. A exposição de artefatos recuperados do navio desperta muita curiosidade. Mas a história de John Harper causa um impacto que pode transformar vidas.


Enquanto as águas escuras e geladas do Atlântico enchiam lentamente o convés do Titanic, John Harper gritava: “Deixem as mulheres e crianças  subirem nos barcos salva-vidas.” Harper tirou seu salva-vidas – a última esperança de sobrevivência – e o entregou a outro homem. Depois que o navio desapareceu sob a água escura, deixando Harper se debatendo nas águas geladas, ouviram-no incentivando os que estavam à sua volta a confiar em Jesus Cristo. Era a noite de 14 de abril de 1912. Uma noite de heróis, e John Harper foi um deles. Apesar das águas que o tragavam serem extremamente frias e do mar à sua volta estar escuro, John Harper deixou este mundo numa resplandecente glória. Os atos de coragem de Harper foram espontâneos. Ele não tinha motivo para imaginar que o Titanic afundaria, nem tempo para escrever um roteiro. 

A revista "The Shipbuilder" descreveu o Titanic como “praticamente insubmergível”. No dia 31 de maio de 1911, um empregado da Companhia de Construção Naval White Star disse: “Nem mesmo o próprio Deus pode afundar esse navio”. O Titanic representava toda a segurança, elegância e confiança da era vitoriana-edwardiana. A Associated Press era entusiasta do navio, declarando: “Tudo que a riqueza e a habilidade modernas podiam produzir estava incorporado no Titanic, o navio mais longo já construído, com mais de 4 quadras de comprimento.., com acomodações para uma tripulação de 860 pessoas e capacidade para 3.500 passageiros, ele foi construído com o mesmo cuidado dedicado aos melhores cronômetros”. A ostentação e o tamanho recorde do Titanic impressionaram a era dourada da construção naval. Seus motores de 50.000 HP que produziam a velocidade de 24 nós por hora eram protegidos por dezesseis compartimentos estanques. Cada um era protegido por estruturas de aço. Na época do seu lançamento, o Titanic era o maior objeto móvel manufaturado do mundo.

Depois de fazer as duas primeiras paradas para passageiros e correio em Cherbourg e Queenstown, Irlanda, os passageiros se sentiram ainda mais seguros. Harper escreveu numa carta para seu amigo Charles Livingstone antes de atracar em Queenstown, dizendo: “Até agora a viagem é tudo que se pode desejar.”

Às 11:40 da noite de 14 de abril de 1912, um iceberg rasgou o lado estibordo do navio, jogando gelo por todo o convés e arrebentando seis compartimentos estanques. O mar se infiltrou. A maioria dos passageiros não acreditava que o Titanic afundaria até que a tripulação começou a lançar foguetes de sinalização para o alto. Charles Pellegrino disse: “A água brilhou por todos os lados. Barcos salva-vidas podiam ser vistos nela… Naquele enorme facho de luz artificial, as mentes também foram iluminadas. Todos entenderam a mensagem dos foguetes por si próprios”. Depois dos foguetes, ninguém precisava ser convencido a entrar nos barcos salva-vidas. De repente, quando a água alcançou a metade da ponte de comando, um estrondo que parecia um milhão de pratos quebrando, cortou a noite. Enquanto a popa do Titanic subia alto no céu para se preparar para seu mergulho ao fundo do mar, um barulho terrível como uma explosão abalou o ar da noite. Passageiros davam-se as mãos e se jogavam na água. Às 2:20 da manhã o Titanic começou sua descida lenta para o fundo do mar, deixando uma nuvem emergente de fumaça e vapor acima do seu túmulo. Nas águas geladas do Atlântico Norte, na calada da noite, o navio mais famoso do mundo terminou sua primeira e última viagem, mas alcançou uma mística náutica que só perde para a da arca de Noé. Tudo aconteceu tão rápido, que Harper só pôde reagir. Sua reação deixou um exemplo histórico de coragem e de fé. “Os heróis da humanidade”, disse A. P Stanley, “são como as montanhas, como os planaltos do mundo moral”. John Harper foi um desses heróis.

Nunca é fácil assumir tais ações heróicas, e para John Harper foi excepcionalmente difícil. Sua filha pequena, Nana, estava viajando com ele. Quatro anos antes, a mãe dela adoeceu e morreu. Agora, Harper sabia, Nana ficaria órfã aos seis anos de idade.

Quando o alarme indicou o fim do Titanic, Harper imediatamente entregou Nana a um capitão do convés com ordens para colocá-la num barco salva-vidas. Então ele saiu para socorrer os outros. Nana foi resgatada e mandada de volta à Escócia, onde cresceu, casou-se com um pastor, e dedicou toda a sua vida ao Senhor a quem seu pai tinha servido.

Certa vez, depois de Harper escapar por pouco de se afogar aos 26 anos, ele disse: “O medo da morte não me preocupou em momento algum. Eu acreditava que a morte súbita seria glória súbita, mas havia uma menininha sem mãe em Glasgow”. Agora, essa menininha ficaria sem mãe e sem pai. Com certeza essa foi a parte mais difícil para Harper. O heroismo altruísta desse escocês é acentuado pela conduta contrastante de muitos colegas passageiros nessa viagem mortal. Enquanto Harper entregava seu colete salva-vidas, um banqueiro americano conseguiu colocar um cachorro de estimação num barco salva-vidas, deixando 1.522 pessoas sem ajuda. Não havia um espírito de “afundar com o navio”. Dos 712 salvos, 189 eram, inclusive, homens da tripulação. O coronel John Jacob Astor tentou escapar com sua mulher num barco salva-vidas e foi detido pelo segundo-oficial Charles Lightoller. Astor era o homem mais rico do mundo, mas isso foi insuficiente para forçar a sua entrada num simples barquinho salva-vidas. Daniel Buckley se disfarçou de mulher na tentativa de conseguir um lugar no barco. Os passageiros da primeira classe, no primeiro barco salva-vidas a ser baixado, se recusaram a voltar e recolher pessoas que estavam se afogando, apesar de haver espaço para muitos outros serem salvos. A Sra. Rosa Abbott, a única mulher a afundar com o navio e sobreviver, disse que um homem tentou subir nas suas costas forçando-a para baixo da água e quase afogando-a.

A coragem de Harper não vinha da ignorância. Provavelmente ninguém no Titanic conhecia tão bem os terrores do afogamento como John Harper. Aos dois anos de idade ele caiu num poço e foi ressuscitado a tempo por sua mãe. Aos vinte e seis anos, Harper foi levado a alto mar por um correnteza e sobreviveu por pouco. Aos trinta e dois anos ele encarou a morte num navio com vazamento no Mediterrâneo. Talvez essa fosse a maneira de Deus testar esse servo para a sua missão de último aviso no Titanic. Harper já sabia o que centenas de pessoas descobriram naquela noite trágica – afogamento é uma morte terrível. Will Murdoch, o primeiro-oficial do Titanic, foi incapaz de enfrentar uma morte lenta na água e se matou com um tiro quando a ponte de comando afundou. Muitos dos 1.522 homens, mulheres e crianças abandonados a bordo gritaram até ficar num silêncio terrível. Em contraste, um John Harper confiante encarou a morte com segurança absoluta de que Jesus derrotou a morte e deu-lhe a dádiva da vida eterna. Essa segurança ultrapassou os terrores do afogamento.



O excerto acima compõe um dos capítulos do livro "O Último Herói do Titanic" de Moody Adams, publicado no Brasil  pela Actual Edições, selo editorial da Obra Missionária Chamada da Meia Noite e disponibilizado gratuitamente no formato eletrônico.






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quarta-feira, 4 de abril de 2012

Com quase 4 livros por habitante, São Carlos supera índice internacional


A Casa da Cultura em São Carlos
abriga a Biblioteca Pública Municipal
A cidade de São Carlos ultrapassou o índice da Federação Internacional das Associações Bibliotecárias, que prevê que as bibliotecas públicas ofereçam, no mínimo, de 1,5 a 2,5 livros por habitante. O município é reconhecido no cenário brasileiro por seu alto desenvolvimento tecnológico e o conhecimento acadêmico oriundos de suas universidades (UFSCar e USP) e centos de pesquisa (duas unidades da Embrapa e dois parques tecnológicos). Livros e bibliotecas não poderiam faltar em uma cidade que respira educação.

Em 2010, São Carlos foi apontada como a 5ª cidade do país em bibliotecas por habitante, segundo ranking realizado pela Fundação Getúlio Vargas a pedido do Ministério da Educação, no 1º Censo Nacional das Bibliotecas Públicas Municipais. Agora, um levantamento da prefeitura de São Carlos mostra que a população conta com um acervo de cerca de 850 mil livros à disposição (exatos 844.610 livros). Isso equivale a 3,8 livros por habitante (221 mil moradores segundo o IBGE 2010).

Segundo o estudo Guidelines for Public Libraries (Orientações para Bibliotecas Públicas), elaborado pela Federação Internacional das Associações Bibliotecárias (IFLA, da sigla em inglês) em 2000 e reeditado em 2001, as bibliotecas públicas devem oferecer, no mínimo, de 1,5 a 2,5 livros per capita.

Em São Carlos, os livros que podem ser retirados - e levados para casa - são em número menor, 2,2 livros/pessoa, porém dentro da orientação da Ifla. Entre as bibliotecas em que qualquer pessoa da comunidade pode se cadastrar e fazer a retirada de livros estão a biblioteca da Unicep com um acervo de aproximadamente 76 mil livros; a Biblioteca Comunitária da UFSCar com acervo de 241.563 livros; as Bibliotecas Municipais e das Escolas do Futuro, com acervo de 164 mil livros; e a do Centro de Divulgação Cientifica e Cultural (CDCC) da USP São Carlos, com 19 mil volumes.

Além destas, as bibliotecas locais da USP (bibliotecas da Escola de Engenharia de São Carlos, do Instituto de Física de São Carlos, do Instituto de Ciências Matemáticas e da Computação, e do Instituto de Química de São Carlos) disponibilizam o acervo para consulta a qualquer cidadão e empréstimos apenas para os estudantes da universidade. As bibliotecas da USP têm, juntas, aproximadamente 376 mil livros.

Entre as empresas da cidade, a Tecumseh do Brasil mantém a biblioteca Ítalo Savelli com acervo disponível para funcionários e familiares com aproximadamente 7.800 livros.

Biblioteca Inclusiva

A cidade de São Carlos também se destaca por oferecer um acervo diferenciado de 3.197 livros em Braille que podem ser encontrados no Espaço Braille (2 mil livros) e biblioteca Comunitária da UFSCar (com outros 1.119 livros). No Espaço Braille é possível encontrar literatura diversificada para pessoas com deficiência visual, que vão desde literatura infanto-juvenil até temas mais complexos como medicina e saúde. Estes usuários também conseguem, através do Espaço Braille, ter acesso a autores consagrados como Mário Quintana, Eça de Queiroz e Carlos Drummond de Andrade entre outros.

Fonte: São Carlos Agora
Imagem: São Carlos em imagens

terça-feira, 3 de abril de 2012

Araraquara, SP, ganha bicicleta que oferece livros a moradores de rua



Bicicloteca já existe em diversas comunidades brasileiras e outros países.
Veículo foi doado à cidade por ex-morador de rua e presidente de ONG.

Moradores de rua e toda a população de Araraquara, no interior de São Paulo, passarão a fazer parte de um movimento cultural independente: a Bicicloteca. A biblioteca itinerante já existe em diversas comunidades brasileiras e em outros países atendendo pessoas sem acesso à leitura com uma bicicleta como veículo para o transporte dos livros.

Uma dessas bicicletas foi doada à cidade pelo presidente do Movimento Estadual da População em Situação de Rua de São Paulo Robson Mendonça. “Basta a cidade arcar com as despesas de buscá-la em São Paulo.” Mendonça viveu nas ruas por seis anos e com a ajuda do Instituto Mobilidade Verde desenvolveu o projeto na capital. Trata-se de um triciclo com capacidade para 150 kg de livros para facilitar o trabalho das comunidades que já atuam com cultura e inclusão social através da leitura.

O prefeito Marcelo Barbieri (PMDB) surpreendeu-se com a iniciativa e prometeu pegar a bicicleta assim que possível. “Ela ficará em algum de nossos locais que atendem moradores de rua e poderá ser operada por eles mesmos, será com certeza muito produtivo.”

História

Robson Mendonça conta que durante os seis anos que viveu nas ruas sempre procurou a leitura como base. “O conhecimento é a única maneira que essas pessoas têm de conseguir sair dessa situação.” Ele observa ainda que a maioria dos moradores de rua não é analfabeta. “É um grande indício de que com apenas um pouco de esforço e ajuda todos podem sair dessa. Conheci um homem nas ruas que hoje estuda Direito”, relata Mendonça.

No entanto, o acesso à leitura e o preconceito são o maior dos problemas segundo ele. “Lembro de todas as vezes que tentei frequentar a biblioteca, mesmo quando eu estava de banho tomado, as pessoas sempre saiam de perto, é muito triste.”

Com a iniciativa da Bicicloteca, Mendonça afirma que a leitura pode ir até as pessoas, inclusive a quem não vive nas ruas. “O projeto não é restrito a moradores de rua e pode atingir pessoas que passam diariamente por nós na correria do dia a dia e acabam não tendo tempo de frequentar uma livraria ou biblioteca, dá muito certo”, finaliza.

Fonte: G1
Imagem: Blog da Inajá
Conheça o projeto Bicicloteca
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