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domingo, 12 de fevereiro de 2012

"A humanidade dos zumbis está na essência da série", diz criador de "The Walking Dead"


Mariane Morisawa

Cena do webisode da série "The Walking Dead"
Um dos criadores da série de graphic novels em que se baseia "The Walking Dead", Robert Kirkman também é produtor do seriado da AMC, que é exibido no Brasil pela Fox e retoma a segunda temporada a partir da próxima semana. Na entrevista a seguir, Kirkman fala ao UOL sobre as diferenças entre os quadrinhos e a série e sobre a essência da história.

A primeira parte da segunda temporada de "The Walking Dead" terminou num pico dramático que deixou os fãs na ponta da cadeira. Finalmente, chegou a hora de saber o que vai acontecer com o grupo, com os seis episódios que encerram o segundo ano da série, a partir do dia 14, às 22h, na Fox – apenas dois dias após a estreia nos EUA.

UOL - O seriado se afastou dos quadrinhos?
Robert Kirkman - Não acho que os quadrinhos são perfeitos, seria uma visão muito estreita. A televisão é uma mídia colaborativa. Estar numa sala de roteiristas com vários escritores colaborando é muito excitante para mim. É muito legal ver as mudanças. Eu apoio todas as mudanças que estão acontecendo.

UOL - Vamos saber quem é o pai da criança?
Kirkman - Bem, tentando deixar a história tão realista quanto possível, teste de paternidade não é algo que vai estar na floresta, certo? É interessante para mim explorar que há certas coisas que nunca descobriremos, que esses personagens não vão saber, como a origem dos zumbis.

UOL - Gosta de ver os zumbis que criou tornarem-se reais?
Kirkman - Não, não gosto. Vou ser honesto: quando estou no set, não aguento os zumbis porque eles são aterrorizantes! Eu sou molenga! Muita gente acha que, porque fiz esses quadrinhos e trabalho na série, vou adorar os zumbis. Quando eles estão no papel, posso lidar com eles. No set, é horrível.

UOL - A questão da humanidade dos zumbis, se eles devem ou não ser mortos, vai continuar sendo importante?
Kirkman - É a essência do que é o seriado. Eles não são apenas os monstros que querem te comer, são seus amigos e seus vizinhos, e há uma tremenda tragédia nisso. Acho que o sucesso tem a ver com esse fator: uma coisa é você sentir medo de um monstro, outra é sentir pena dele. Nos momentos em que você sente simpatia por aquele que está atacando os personagens, é quando realmente sinto que acertamos.

Fonte: UOL

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Zumbis - os novos protagonistas da cultura pop

Paródia trash de obra
da escritora inglesa Jane Austen
 encabeçou lista de bestsellers nos EUA

MESMO FEIOS E PERIGOSOS, ZUMBIS TÊM LUGAR CATIVO NA CULTURA POP 

Eles são feios, eles são sujos, eles não têm cérebro e, sim, eles podem matar você. Mesmo com tantos contras, os zumbis têm um lugarzinho especial na cultura pop.
Um bom exemplo é "Zumbis: o Livro dos Mortos", de Jamie Russel (editora Leya, R$ 44,90), lançado agora.

Na obra, Russel traça uma linha do tempo dos mortos-vivos no cinema, ao mesmo tempo em que investiga por que eles são menosprezados em comparação a vampiros.
"Somos fascinados pelos mortos-vivos porque eles são parecidos conosco", diz Russel, em entrevista ao Folhateen. "Vampiros são muito diferentes, aristocráticos, sexy e poderosos. Sonhamos em nos tornar vampiros, mas, em nossos sonhos, somos zumbis sem cérebro."

Cena da série americana de TV "The Walking Dead"
 que foi sucesso em diversos países
Do videoclipe de "Thriller" (1983), de Michael Jackson, até a série "The Walking Dead" (2010), os zumbis tiveram uma longa trajetória, percorrida em passos vacilantes e braços esticados.

De acordo com Russel, os primeiros registros de zumbis datam da época da escravidão nos Estados Unidos, no século 18. "Todos têm de encarar a morte em algum momento. Por isso, zumbis são fascinantes", diz. "Eles sugerem que talvez não haja uma "vida após a morte", que somos apenas pedaços de carne ambulantes."

Mas o que fazer se encontrarmos um zumbi no caminho? "Não tente ser amigo, não fale e não chegue perto dele", ensina Russel. "Ou, melhor ainda: corra!" 

Publicado no caderno Folha Teen  do jornal Folha de São Paulo com título "A volta dos mortos vivos"
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