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sexta-feira, 9 de março de 2012

Quando éramos modernos: anúncios de livros em 1944


Josélia Aguiar

Instantâneos da vida literária no país há sete décadas: Para o leitor moderno, Dickens condensado. Os russos estavam em alta naqueles dias pois lutavam contra o nazismo. Biografias iam muito bem –além dessa vida exuberante de Olavo Bilac, abaixo, encontrei mais de uma dezena. Romances atravessam má fase, mas alguns autores da geração de 30, como Jorge Amado, principalmente, ainda vendiam bastante. Nelson Rodrigues aparece como ele mesmo e como Suzana Flagg!

Vi estes anúncios em edições de 1944 da “Diretrizes”, revista de esquerda fundada por Samuel Wainer feita e lida por intelectuais e artistas de variados matizes.  Naquele ano parou de circular, depois de publicar uma reportagem que desagradou Getúlio. Mas aí a história só estava começando.






Fonte: Livros Etc

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Cantora Patti Smith ganha prêmio literário nos EUA e implora à editoras manutenção do modelo tradicional de livro

Patti Smith


A roqueira Patti Smith estava entre as grandes vencedoras na cerimônia de entrega do Prêmio Nacional do Livro (National Book Awards) dos Estados Unidos na quarta-feira (17/11) por seu livro de memórias "Só Garotos". Ela recebeu o prêmio às lágrimas e pediu que as editoras não deixem a tecnologia acabar com os livros tradicionais.

Tom Wolfe, autor de best-sellers como "A Fogueira das Vaidades", "Os Eleitos" e "O Teste do Ácido do Refresco Elétrico", venceu a medalha pela contribuição às letras norte-americanas.

Jaimy Gordon superou autores como Peter Carey e Nicole Krauss ao ganhar o prêmio na categoria de ficção por "Senhor de Misrule", publicada pela McPherson & Co.

A noite teve espaço para piadas sobre a condição atual da indústria editorial de livros, que está vivendo um período conturbado com o surgimento do mercado de livros eletrônicos.

Cantora e compositora Patti Smith recebe prêmio no National Book Awards por seu livro de memórias
Smith, uma cantora, compositora e poeta norte-americana de 63 anos, se emocionou ao receber o prêmio de não-ficção por "Só Garotos", sobre suas dificuldades durante a juventude e o relacionamento com o fotógrafo americano Robert Mapplethorpe.

"Não existe nada mais belo que um livro, o papel, a fonte, o tecido", disse Smith, cujo livro foi publicado pela Ecco, da HarperCollins. "Por favor, não importa o quanto avancemos tecnologicamente, por favor nunca abandonem o livro."

Wolfe, de 79 anos, um dos defensores do estilo "novo jornalismo" nos anos 1960, lembrou de seus primeiros trabalhos de reportagem e deu o conselho aos futuros romancistas: "Primeiro, deixe o prédio e depois sente para escrever."

O prêmio de poesia foi para Terrance Hayes por sua quarta coleção "Lighthead", da Penguin Books.

Kathryn Erskine venceu o prêmio de literatura para jovens, por "Mockingbird", publicada pela Philomel Books, da Penguin Young Readers Group.

Na lista de um dos prêmios literários mais importantes dos Estados Unidos estavam 13 mulheres entre os 20 finalistas. Segundo a Fundação Nacional do Livro norte-americana foi o maior número de mulheres indicadas na história da premiação. Cinco finalistas disputam cada uma das quatro categorias, e o vencedor recebe 10 mil dólares.


Fonte: Folha de São Paulo

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

George Bush - uma autobiografia em defesa da Guerra do Iraque


O ex-presidente dos Estados Unidos George W. Bush (2001-2009) voltará nesta terça-feira ao cenário público com o lançamento de um aguardado - embora pouco surpreendente-- livro de memórias.

As 481 páginas de "Decision Points" (pontos decisivos, em tradução livre) não surpreenderão aqueles que forem às livrarias para saber o que levou Bush a declarar a guerra ao Iraque, como o furacão Katrina o afetou ou por que ele autorizou o uso das simulações de afogamento, técnica de tortura, no interrogatório de terroristas.

Todas essas respostas já foram muito exploradas em uma extensa cobertura da imprensa, ansiosos por trazer de volta à cena política o ex-presidente que encerrou seu mandato com o índice de impopularidade mais alto da história moderna do país, de 76% (mas que aparece cada vez melhor ao longo do mandato de seu sucessor, o democrata Barack Obama, e a lenta recuperação econômica).

Mas enquanto todos falam de seus deslizes políticos, como aquele no qual reconhece que pensou em se livrar do vice-presidente Dick Cheney na campanha pela reeleição em 2004, Bush quer afastar-se o máximo possível deles.

Em entrevista a Oprah Winfrey que será transmitida nesta terça-feira, Bush afirmou que não é um cientista político e se recusou a comentar as eleições legislativas que nesta semana fizeram o Partido Democrata perder a maioria na Câmara para seu Partido Republicano.

O ex-presidente também prefere não criticar seu sucessor, Barack Obama, quem ele insiste em tratar da forma como ele "gostaria de ter sido tratado". "Obama tem um trabalho muito difícil pela frente, acreditem", disse Bush. "Ele terá muitos críticos, e não precisa que eu seja um deles".

Bush inclusive elogiou o atual chefe de Estado, ao lembrar que seu carisma o impressionou antes das eleições de 2008.

Erro

O furacão Katrina, que arrasou Nova Orleans em 2005, foi responsável por uma enxurrada de críticas a Bush após a publicação de uma imagem que o mostra a bordo do Air Force One contemplando a região atingida.

"Foi um erro enorme", destacou o ex-presidente em entrevista que a cadeia NBC transmite nesta segunda-feira, e na qual também afirma que a imagem o mostrava "distante e indiferente", em um momento no qual ele enfrentava uma série de críticas por sua lenta resposta à catástrofe.

O Katrina também originou o que Bush considera "um dos pontos mais baixos" de sua Presidência --quando o rapper Kanye West o chamou de racista e disse que ele não se importava com os negros que compõem a maioria da população de Nova Orleans.

Os comentários de West afetaram muito a imagem do ex-presidente, assim como as críticas à sua gestão na Guerra do Iraque e os protestos pelos métodos que recomendou para os interrogatórios a terroristas da Al Qaeda após os atentados de 11 de setembro de 2001.

"Pensei nas 2.971 pessoas que foram afastadas de suas famílias em 11 de setembro e em meu dever de proteger meu país de outro ato terrorista", escreve em relação às simulações de afogamento, uma prática que motivou amplas investigações dentro da CIA, a Agência Central de Inteligência americana.

A autobiografia de Bush tenta humanizar a imagem do ex-presidente americano. E, nessa tarefa, os desafios pessoais - como o momento em que decidiu largar o álcool para vencer a dependência - são a arma de Bush para limpar sua imagem, após meses de discrição em seu rancho do Texas.


Fonte: Folha
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