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domingo, 2 de fevereiro de 2014

A redenção da bicha má (e da TV Globo também)

Rodrigo Constantino

Um espanto! Essa foi minha reação diante da reação de muita gente ao último capítulo da novela “Amor à vida” ontem, especialmente com o beijo gay entre Félix e Niko.

Antes de tecer meus comentários, porém, é preciso ressaltar que só devo ter visto uns 15 capítulos da novela toda, ainda assim pela metade e jogando sueca no iPad. Logo, não sou profundo conhecedor da causa.

Comecemos pelo óbvio: poucas vezes se viu um show de imoralidades como nessa novela. Parece que cada personagem que merecia nosso repúdio era tratado como herói. Deixo o melhor para o final. Vamos ao que me lembro.

A mãe da Valdirene, Márcia, é uma ótima pessoa, cheia de boas intenções, com um coração enorme, que só quer o melhor para a filha. E isso significa passar a novela toda insistindo para que ela desse o golpe da barriga e fisgasse um cara rico. Uma mãe e tanto! Quanto amor, quanta nobreza de caráter.

O Thales é um escritor romântico, mas que é apaixonado por uma víbora que só pensa em dinheiro e não mede esforços para obtê-lo, jogando o namorado no colo das belas ruivas ricas em busca do vil metal. Thales acaba se casando com uma delas, dois pombinhos apaixonados, e cheios de dignidade. O amor salva, sempre.

O quarteto formado por Michel, Patrícia, Sílvia e Guto passa a novela toda pensando apenas em sexo, se traindo, voltando, traindo mais um pouco, e todos mui amigos no final, dando alfinetadas maliciosas por pura brincadeira. Promiscuidade é pouco para descrever o joguinho cansativo da turma.

Rafael é um ótimo rapaz que se apaixonou por uma autista (que não se comporta como uma de forma alguma). Em vez de ser visto como um pervertido que abusa de uma incapaz, é a melhor pessoa do mundo. Advogado supostamente inteligente, não consegue trocar 5 frases direito com a namorada, mas quem liga? O amor é lindo.

Pérsio flertava com o terrorismo islâmico, mas se encanta com uma judia, e novamente o amor salva tudo. Se os pais dela ficam com o pé atrás, não aprovam o namoro ou se mostram incomodados com o passado do rapaz, isso só pode ser preconceito, claro. Ora, quem nunca quis jogar umas bombinhas nos outros porque são de religiões diferentes?

E por aí vai. Não vou me alongar, por falta de memória ou para não ficar cansativo. Adiantamos o filme até chegar na família rica e mais desestruturada da história das novelas. César é um canalha completo e Pilar, que parecia legal, planejou um atentado para matar uma rival (tudo sempre com a justificativa de que sentia muito ciúmes). Aquela casa parecia um hospício!

Félix… ah, o Félix! A bicha má caiu nas graças do público, e o autor teve de criar sua redenção. Um sujeito que nunca quis saber do próprio filho, que jogou a própria sobrinha recém-nascida em uma caçamba para morrer abandonada, que tentou matar uma pessoa pois ela havia descoberto suas falcatruas, esse mesmo Félix virou a melhor pessoa do mundo e descobriu a pureza na vida simples e pobre! Viva Rousseau!

Se até o Félix tem jeito, e não apenas de se arrepender dos pecados, mas de se tornar a mais nobre alma do planeta (ao menos da novela), então tudo sem salvação! Fernandinho Beira-Mar pode ser até o próximo papa! Marcola pode ser canonizado um dia! Lula pode ser o presidente da República! Ops…

Sei o que alguns vão dizer: é só ficção. Concordo. Mas tem um detalhe: a própria novela assim não se vê. Fosse o caso, não cederia a tanta pressão politicamente correta e não faria maçantes discursos “educativos” o tempo todo. Logo, o autor sabe do papel não-ficcional e “pedagógico” que novelas da Globo tem no Brasil, país com muitos ignorantes e analfabetos. Só que usa isso para mensagens bem questionáveis, para dizer o mínimo.

O único casal correto da novela, Bruno e Paloma, era também o mais chato de todos. E, lógico, politicamente correto: a rica empresária que assumiu o comando do hospital não liga para o lucro, e só pensa em fazer caridade (detalhe: sem lucro, o hospital não poderia sobreviver, inclusive para fazer caridades). Fica assim: se é decente, tem que ser pentelho.

Chegamos, finalmente, ao tão falado beijo gay. Sério que precisa causar tanta comoção assim? Soube que um deputado afetado deu pulinhos de alegria. Menos. Não vou negar que representa uma conquista sob o ponto de vista do movimento gay (longe de ser, então, uma conquista dos brasileiros). Mas para que tanta euforia?

Duas coisas chamam a minha atenção: a turma esquerdista do relativismo moral assiste novela da Globo! Apesar de a Rede Globo ser vista como o demônio por eles, na hora em que tasca um beijinho de gays na tela, a mesma galerinha vai ao delírio e passa a nutrir profunda paixão pela Globo “progressista”. Curioso, não? A Globo é reacionária ou avançadinha? É PIG ou JEG?

Segundo: os “tolerantes” querem impor, de qualquer jeito, suas preferências aos demais, sem tolerar de fato o que pensam ou sentem. Por que digo isso? Porque algumas pessoas podem, simplesmente, sentir aversão natural à imagem de dois homens barbados se beijando. É um direito deles.

Ninguém deve ser obrigado a achar “lindo” um beijo entre dois homens. Não são pela “diversidade”? Então que aceitem a verdadeira diversidade, inclusive com pessoas que não apreciam esteticamente um beijo entre machos. Ou não? Ou vão tirar a máscara e admitir que são autoritários, intolerantes, e querem um mundo onde todos pensem como vocês?

Dito isso, esse pessoal é tão militante que coloca essa questão como prioritária. E eis que o beijo entre Félix e Niko passa a ser a coisa mais importante do mundo, e dane-se quem era o Félix. Como liberal, que aprendeu com o discurso de Martin Luther King Jr. algumas coisas, prefiro julgar o caráter das pessoas, não a cor da pele ou a preferência sexual.

Jamais teria como herói alguém que tentou matar um bebezinho (que era sua própria sobrinha, para adicionar insulto à injúria). Qualquer pessoa razoável, creio eu, torceria para alguém assim acabar atrás das grades na vida real. Mas muito brasileiro é sentimental demais, romântico, e adora uma reviravolta incrível como a da bicha má. Confundem ter simpatia pelo personagem engraçado com precisar admirar sua pessoa.

Aliás, Félix era engraçado porque era mau, porque não ligava para os freios politicamente corretos que essa turma adora. Com aquelas suas tiradas hereges e hilárias, do tipo “será que eu toquei bumbo no Sermão da Montanha para merecer isso?”, ou “devo ter dançado pagode com a Rainha de Sabá para merecer isso”, o personagem virou a sensação no país.

Se a novela continuasse após o “fim”, como seria o “novo” Félix, agora totalmente reformado, bonzinho, perdoado até pelo “papi soberano”? Seria um chato de galochas, ora! Seria, afinal, mais um ícone perfeito do politicamente correto, que mede cada palavra para não ofender ninguém. Imagino até que se tornaria um ecochato comedor de granola e tofu orgânico, e ficaria abraçando árvores e aplaudindo o pôr do sol…

Em geral, essa é a visão que fiquei da novela de Walcyr Carrasco. A redenção da bicha má é exagerada, soa falsa, impossível e até ultrajante. Pau que  ”nasce” tão torto nunca se endireita. Mas os militantes do movimento gay não querem saber disso. Passaram a amar o Félix, só porque protagonizou um beijo gay na novela. O problema de todo coletivista é esse: coloca seu único critério de julgamento como o relevante, e tudo o mais que vá para o inferno!

PS: Mateus Solano deixou sua marca como um dos melhores atores que o Brasil já teve. Fica aqui meus parabéns por sua atuação impecável. Carregou nas costas a audiência da novela, e merece esse reconhecimento por seu talento fora de série.

sexta-feira, 13 de julho de 2012

Os pequenos absurdos de "O Maior Brasileiro de Todos os Tempos"




Tony Goes

O primeiro dos doze programas da série "O Maior Brasileiro de Todos os Tempos" (SBT) foi ao ar na quarta passada, mas já sabemos quem vai ganhar. O pouco de suspense possível foi dissipado antes mesmo da estreia, quando Silvio Santos proibiu que seu nome fosse votado, assim como o de qualquer contratado de sua emissora.

Os vencedores foram óbvios em quase todos os países onde o formato desenvolvido pela BBC foi produzido. Alguém duvida que os sul-africanos escolheriam Nelson Mandela? Ou que os britânicos iriam de Winston Churchill, seu último grande herói nacional?

Se não houve surpresas, pelo menos não faltaram controvérsias. Os telespectadores chilenos elegeram Salvador Allende, o presidente esquerdista deposto por um golpe militar em 1973. Apesar de ter se tornado um mito, Allende está longe de ser uma unanimidade em seu país.

Outro bafafá aconteceu em Portugal, onde o ditador Antonio de Oliveira Salazar venceu figuras de porte como Vasco da Gama ou Pedro Álvares Cabral. Salazar foi sem dúvida alguma a figura dominante da história portuguesa do século 20, mas seu legado ainda divide os lusos.

Aqui no Brasil, o programa estreou com um quinhão razoável de polêmicas. Como é que, entre os Amados, preferimos o Batista ao Jorge? Fernando Collor de Mello, escorraçado do poder em 92, emplacou a 78ª posição? E quem é Lua Blanco?

"O Maior Brasileiro de Todos os Tempos" não teria a menor graça se não fosse por esses pequenos absurdos. Uma lista elaborada por historiadores seria muito mais justa, é claro, mas também aborrecidíssima.

Comenta-se que torcidas organizadas de líderes evangélicos e jogadores de futebol estejam empurrando seus ídolos para a frente. Não há mal nisto, a não ser o assombro de ver um goleiro melhor posicionado no ranking do que um cientista.

O programa tem o mérito de contar um pouco da vida e obra de cada um dos classificados, o que é ótimo no caso de personalidades mais obscuras como o padre Landell de Moura. Mas os especialistas chamados a avalizar os eleitos poderiam ter variado mais: eram sempre os mesmos.

Carlos Nascimento, fazendo sua estreia em programa de auditório, ainda precisa se soltar mais, mas até que segurou bem a peteca. Mas não deixa de ser irônico vê-lo comandando uma atração dessas, onde Tiririca é considerado mais importante do que o Marechal Rondon ou o Duque de Caxias --justo Nascimento, que em janeiro passado desabafou que estamos todos ficando mais burros.

Só para zoá-lo, já sei em que eu votaria como a maior brasileira de todos os tempos: Luiza, que está no Canadá.

"O Maior Brasileiro" é para gerar polêmica, não suspense.

Publicado originalmente com o título  "O Maior Brasileiro" é para gerar polêmica, não suspense"

Fonte: F5

sábado, 24 de março de 2012

O não final de Fina Estampa: duas senhoras sem destino

Tony Goes

Janete Clair nunca teve dúvidas: entre uma cena realista e meia-boca ou uma impactante e inverossímil, ela sempre ficou com esta última. Ontem Aguinaldo Silva ligou no 220 os ensinamentos da maior autora brasileira de telenovelas, e jogou tudo numa banheira cheia de espuma.

O último capítulo de "Fina Estampa" não teve pé nem cabeça, e por isto mesmo foi divertidíssimo. Quer dizer, alguns personagens até que tiveram finais bastante razoáveis: Esther ganhou a guarda de sua filha, Wallace Mu sagrou-se campeão, Juan e Letícia se casaram, zzzzzz. Alguém aí se empolgou com qualquer uma dessas tramas? Onde "Fina Estampa" extrapolou foi no embate entre Griselda e Tereza Cristina, e é só por causa delas que será lembrada. Não houve exatamente suspense: só os espectadores com menos de cinco anos de idade devem ter achado que a "Pereirão" realmente corria risco de vida.

A expectativa era ver até onde a vilã seria capaz de chegar. Ou melhor: até onde vai a cara-de-pau do autor. Aguinaldo Silva rompeu todas as regras da lógica, e digo isto como um elogio.Onde já se viu a malvada acorrentar sua vítima, sair para uma rapidinha num motel e mais uma execução, e só então voltar para terminar o serviço? Onde já se viu alguém usar secador em cabelos perfeitamente secos? Onde já se viu alguém ser declarado legalmente morto depois de apenas seis dias desaparecido? Também foi inédita a quantidade de palavrões disparada durante o salvamento de Griselda. De fina a cena não teve nada. Aguinaldo parecia estar desafiando a censura informal que ainda vigora no país.

Além disso, recheou os últimos capítulos de auto-referências. Greenville, Giovanni Improtta, Nazaré Tedesco, todos foram citados, de maneira tão gratuita quanto a motivação da Rainha das Terras Férteis. Foi um dos muitos jeitos que o autor encontrou para se dar os parabéns pela novela de maior audiência dos últimos anos.

"FIna Estampa" poderia ter sido uma alegoria do maior fenômeno do Brasil de hoje, o crescimento e ascensão da classe C. Griselda, evidentemente, representaria essa enorme fatia da população, e Tereza Cristina a antiga classe A, que não quer perder seus privilégios. Mas qualquer pretensão sociológica foi sacrificada em nome do entretenimento. E quem sou eu para achar ruim? Deixa os intelectuais discutirem os destinos da nação. Novela é para dar risada, é para descontrair, é para ser absurda mesmo. Quanto mais, melhor.

No final, nem houve final. A madame ressurgiu gloriosa, sem um arranhão, para atazanar novamente a vida da "anta portuguesa". Não duvido que reapareçam numa próxima travessura de Aguinaldo Silva. Suas senhoras não têm destino: continuam vagando por aí, feito assombrações, entre Asa Branca e Tubiacanga.

Fonte: F5

segunda-feira, 5 de março de 2012

Tereza Cristina: uma vilã de desenho animado

Tony Goes

Tereza Cristina e Crô
Gilberto Braga é meu autor de novela favorito. Hoje em dia ele escreve em parceria com Ricardo Linhares e mais um monte de colaboradores, mas a força de sua grife é enorme: basta seu nome estar na equipe para que uma novela se torne "de Gilberto Braga".Mesmo assim, demorei a me interessar por "Insensato Coração" (Globo). Achei os primeiros capítulos confusos e com um excesso de tramas paralelas.

Só fui me interessar para valer lá pela metade, quando Norma (Glória Pires) saiu da prisão e começou a executar sua vingança. No final, desmarcava compromissos só para ficar em casa e não perder um único capítulo.Gostei tanto que, quando "Insensato" finalmente acabou, foi com a maior das más vontades que comecei a ver "Fina Estampa". Achei frouxa a trama de Aguinaldo Silva, com personagens desinteressantes e ausência de grandes conflitos.

Mas o público não concordou comigo. "Fina Estampa" logo se firmou como o maior sucesso do horário nos últimos anos. O povão se identificou com o embate entre a pobre-porém-honesta e a pérfida grã-fina, um dos clichês mais clássicos do folhetim.

Agora "Fina Estampa" entra em sua reta final, e preciso confessar que minha antipatia diminuiu. Tudo por causa da Tereza Cristina: uma antagonista totalmente sem motivação para cometer maldades, que se mete em trapalhadas mas nunca perde a pose. Uma vilã de desenho animado, como bem alertou o autor.

Os golpes planejados pela perua interpretada por Christiane Torloni são dignos do coiote que perseguia o Bip-Bip: elaboradíssimos, com enormes chances de dar errado --e muitas vezes dão. Só faltam vir em caixas estampadas com a marca "Acme".Além do mais, a relação com o mordomo Crô (Marcelo Serrado) evoluiu para diálogos que lembram as melhores "sitcoms" americanas.

Nesse ponto, o contraste com "Insensato Coração" é total. Lá havia um núcleo dramático barra-pesada, centrado em Norma e Leo (Gabriel Braga Nunes), cercado por leves historinhas de amor. Em "Fina Estampa" acontece o contrário: a malvada também fornece alívio cômico, deixando os temas mais pesados (doença terminal, luta pela guarda de um bebê) para os personagens secundários.

Aguinaldo Silva já emitiu sinais de que Tereza Cristina não morrerá no final --ao contrário de sua antepassada direta, a Nazaré Tedesco (Renata Sorrah) de "Senhora do Destino". Tomara: eu não ficaria triste se, terminada "Fina Estampa", a "rainha do Nilo" e seu fiel escudeiro Crô ganhassem um programa próprio.

Fonte: F5

domingo, 12 de fevereiro de 2012

"A humanidade dos zumbis está na essência da série", diz criador de "The Walking Dead"


Mariane Morisawa

Cena do webisode da série "The Walking Dead"
Um dos criadores da série de graphic novels em que se baseia "The Walking Dead", Robert Kirkman também é produtor do seriado da AMC, que é exibido no Brasil pela Fox e retoma a segunda temporada a partir da próxima semana. Na entrevista a seguir, Kirkman fala ao UOL sobre as diferenças entre os quadrinhos e a série e sobre a essência da história.

A primeira parte da segunda temporada de "The Walking Dead" terminou num pico dramático que deixou os fãs na ponta da cadeira. Finalmente, chegou a hora de saber o que vai acontecer com o grupo, com os seis episódios que encerram o segundo ano da série, a partir do dia 14, às 22h, na Fox – apenas dois dias após a estreia nos EUA.

UOL - O seriado se afastou dos quadrinhos?
Robert Kirkman - Não acho que os quadrinhos são perfeitos, seria uma visão muito estreita. A televisão é uma mídia colaborativa. Estar numa sala de roteiristas com vários escritores colaborando é muito excitante para mim. É muito legal ver as mudanças. Eu apoio todas as mudanças que estão acontecendo.

UOL - Vamos saber quem é o pai da criança?
Kirkman - Bem, tentando deixar a história tão realista quanto possível, teste de paternidade não é algo que vai estar na floresta, certo? É interessante para mim explorar que há certas coisas que nunca descobriremos, que esses personagens não vão saber, como a origem dos zumbis.

UOL - Gosta de ver os zumbis que criou tornarem-se reais?
Kirkman - Não, não gosto. Vou ser honesto: quando estou no set, não aguento os zumbis porque eles são aterrorizantes! Eu sou molenga! Muita gente acha que, porque fiz esses quadrinhos e trabalho na série, vou adorar os zumbis. Quando eles estão no papel, posso lidar com eles. No set, é horrível.

UOL - A questão da humanidade dos zumbis, se eles devem ou não ser mortos, vai continuar sendo importante?
Kirkman - É a essência do que é o seriado. Eles não são apenas os monstros que querem te comer, são seus amigos e seus vizinhos, e há uma tremenda tragédia nisso. Acho que o sucesso tem a ver com esse fator: uma coisa é você sentir medo de um monstro, outra é sentir pena dele. Nos momentos em que você sente simpatia por aquele que está atacando os personagens, é quando realmente sinto que acertamos.

Fonte: UOL
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